Roberto Rodrigues de Menezes.

Roberto Rodrigues de Menezes



quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Stalin e Pablo Neruda.

Pablo Neruda
(sul21.com.br)
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O POETA DO TOTALITARISMO.
Todos sabemos que o chileno Pablo Neruda, nobel, era comunista e isto, em princípio, não se revela crime nenhum, embora seja uma ideologia potencialmente perigosa. Mas, por que falei em Neruda? Por dois motivos: primeiro, porque recebi um e-mail de encantamento, com uma poesia de Neruda que nos faz chorar de emoção. Quem recebeu pensa: como esse homem foi mataravilho. Segundo, porque, numa confraternização de natal, ganhei um livro muito bom do meu amigo Eduardo Jacomino: Guia politicamente incorreto da América Latina (Leandro Marloch e Duda Teixeira - Grupo Leya), onde desfilam seus fantoches e fantasmas insolitamente  famosos como Pancho Villa, Bolívar, Guevara, Chavez, Lulla, Peron, Allende, Castro, Montezuma, Cortês, os generais das ditaduras militares, estes abobados todos que tornaram o continente aquela coisa inerte de veias abertas e com  imenso complexo de inferioridade, como criticava o comuna uruguaio Galeano.  
E lá está um poema de Neruda, escondido com cuidado pela turma, quando, em 1953, ele chora a morte do tirano Stalin, texto publicado na revista francesa L'Espresso.
ODE A STALIN
Stalin avança,
e assim, com blusa branca,
com gorro cinzento de operário,
com seu passo tranquilo,
entrou na História acompanhado
de Lênin e do vento.
Stalin, desde então,
foi construindo.
Tudo fazia falta.
Lênin recebeu dos czares
teias de aranhas e farrapos.
Lênin deixou uma herança
de pátria livre e vasta.
Stalin a povoou com escolas e farinha,
imprensas e maçãs...
Sua simplicidade e sua sabedoria,
sua estrutura,
de bondoso coração e de aço inflexível.
nos ajuda a ser homens cada dia,
diariamente nos ajuda a ser homens.
PABLO NERUDA
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Pequenas observações:
- Sabedoria em Stalin? Era um homem inculto e rude. Grosso mesmo. Foi responsável por 40 milhões de mortos enquanto governou de forma tirânica a União Soviética até morrer. Seus crimes foram denunciados por seu sucessor Kruschev, não por um político norte-americano ou pela CIA. Sua filha Svetlana teve que fugir da pátria, e morreu dizendo que o pai era um monstro.
- Com toda certeza, Neruda não tinha nenhuma ideia de quem foi Wladimir Ilitsch Ulianov, de apelido Lênin, que não queria que Stalin, ou Josef Vissarionovitch Dzugashvili, o sucedesse, pois sabia que Stalin seria ainda mais cruel e assassino do que ele.
- Povoou a URSS com farinha? Leiam o Holodomor, quando 7 milhões de ucranianos morreram de fome em 1932/33 durante o seu governo vitalício.
- Imprensa livre? Precisa dizer ou provar o óbvio? Lembrem-se de Alexander Soljenitzen e seu Arquipélago Gulag. Os campos de concentração, o pior deles na Sibéria, estavam infestados de gente que acreditou na tal imprensa livre.
- Coração bondoso? Os comunas tentaram esse idiotice de bondoso e terno com Guevara, a foto-farsa mais espetacular já engendrada pela história da civilização.
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Jurei ante o retrato do velho camarada STALIN, não descansar até ver aniquilados estes polvos capitalistas. (Ernesto Che Guevara, o "terno".)
É muito fácil comprovar que Stalin, Neruda e Guevara são farinha do mesmo saco.
E por falar em comunismo, morreu no sábado, 17 deste mês, o ditador do ridículo eremitério da Coreia do Norte.  Dizem os seus aspones historiadores que, quando ele nasceu, os arco-íris se cruzaram em cores fulgorosas, o sol brilhou como nunca e a lua teve seu clímax de maior cor argêntea. E o pior é que isso era ensinado nas escolas. O filho caçula, terceiro da dinastia, o Kim gordinho, o substituirá. O mais velho perdeu o direito ao trono porque tentou ir à Disneylândia. Tudo no mais legitimo estilo besteirol. Kim, apesar de matar milhares de coreanos de fome, tinha em suas adegas mais de cem mil vinhos franceses. No seu país não há mais deficientes nem anões. Foram exterminados ou esterilizados.Já deve estar reunido no éter com a confraria: Marx, Lênin, Stalin, Mao, Pol Pot, Ho Chi Mihn, Guevara e todo o politburo vermelho.
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Agradeço as belas palavras de apoio da minha filha Adriana e da minha aluna Denise Koerich. Fale sentido e pessoa sempre que quiser, Denise. Não vá atrás de sociologismos Pena que vocês façam companhia neste artigo a uma turma acima tão letal. Mas são as coisas da vida.
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